Toseland bem apesar de contratempo de queda em Jerez

Poncharal espera que o britânico regresse à acção no Commercialbank Grande Prémio do Qatar.


Tirando a volta canhão de Casey Stoner no Prémio BMW M, o maior motivo de conversa em relação à sessão de 45 minutos de treinos cronometrados foi a grande queda de James Toseland, o que obrigou à apresentação da bandeira vermelha. O piloto da Monster Yamaha Tech3 não efectuou mais voltas, mas deverá estar apto para a primeira corrida do ano dentro de duas semanas.
Falando da queda vespertina de Toseland, o Director Desportivo Hervé Poncharal revelou-se desapontado com o contratempo.
“Infelizmente ele teve hoje o mesmo tipo de queda que teve em Sepang. Ficou magoado. Foi a primeira volta cronometrada depois de ter saído da box com pneus novos. Mas felizmente parece que ele ficará bem, apesar de ter ficado imóvel na gravilha durante um bocado,” disse o gaulês.
“O James estava a recuperar da queda de Sepang; o Qatar foi um grande passo na recuperação dele e até à queda deste domingo estava tudo a correr muito melhor para ele. Ele estava num grupo onde pensamos que ele pode fazer muitos progressos.”
A equipa satélite causou impacto diferente na ronda de 2008 do Qatar, com Toseland e o companheiro de equipa Colin Edwards a partirem da primeira linha da grelha. Eles regressam ao palco desse momento de glória dentro de duas semanas, mas Poncharal tem objectivos realistas para esta jornada.
“Cair não é claramente a melhor coisa que se pode fazer antes do primeiro Grande Prémio do ano, mas sabemos que o James é um lutador. Ele vai lá estar para a primeira corrida e, mesmo sem esperarmos vencer, vamos tentar somar alguns pontos.”

Dovizioso na frente no último dia


MAU TEMPO CONDICIONA TESTES EM JEREZ

 Com o mau tempo a afetar a última sessão de testes antes do início da temporada da MotoGP, em Jerez, o mais rápido foi Andrea Dovizioso (Honda), que registou 1.51,488.

Chris Vermeulen (Suzuki) foi o segundo, a 0,200 segundosm seguido de Marco Melandri (Kawasaki9. Os principais pilotos não sairam para a pista.

A abertura da temporada 2009 é a 12 de abril, no Qatar.

Melhores tempos:

1. Andrea Dovizioso (Itália), Honda, 1.51,488
2. Chris Vermeulen (Austrália), Suzuki, a 0,200
3. Marco Melandri (Itália), Kawasaki, a 0,617
4. Vittoriano Guareschi (Itália), Ducati, a 0,740
5. Nicky Hayden (EUA), Ducati, a 0,755
6. Mika Kallio (Finlândia), Ducati, a 0,855
7. Yuki Takahashi (Japão), Honda, a 2,190
8. Loris Capirossi (Itália), Suzuki, a 3,659
9. Niccolo Canepa (Itália), Ducati, a 3,731
10. Randy de Puniet (França), Honda, a 3,977
11. Alex de Angelis (San Marino), Honda, sem tempo
12. Toni Elias (Espanha), Honda, sem tempo
13. Casey Stoner (Austrália), Ducati, sem tempo
14. Valentino Rossi (Itália), Yamaha, sem tempo
15. Colin Edwards (EUA), Yamaha, sem tempo
16. James Toseland (Grã-Bretanha), Yamaha, sem tempo
17. Sete Gibernau (Espanha), Ducati, sem tempo
18. Kosuke Akiyoshi (Japão), Honda, sem tempo
19. Jorge Lorenzo (Espanha), Yamaha, sem tempo

Rossi contra redução de tempo de pista

RESTRIÇÕES VÃO PREJUDICAR "ROOKIES"

Valentino Rossi defende que a redução do tempo de pista para os pilotos terá um efeito nefasto no MotoGP, pois acentuará a diferença entre os mais experientes e os "rookies". A decisão foi tomada como medida anti-crise.

A extinção da parte matinal dos treinos de sexta-feira e a diminuição do tempo de outras sessões, além da extinção de testes pós-corridas, tornará  mais difícil o aparecimento de pilotos com sucesso imediato na classe principal, como foi o caso do companheiro de equipa de Rossi, Jorge Lorenzo, em 2008.

"Quando os pilotos jovens chegam ao MotoGP, necessitam de muitos quilómetros para perceberem e chegarem ao limite das motos", começa por dizer Rossi.
"Para aqueles que vão chegar será mais difícil do que no passado. Lembro-me de quando comecei nos 500cc, em 2000, em que no inverno de 1999/2000 fiz vários quilómetros, e depois também durante a temporada,  e agora isso desapareceu. Por isso, para os jovens pilotos será mais difícil, ao mesmo tempo que a experiência se torna mais importante", acrescenta o campeão italiano.

Piloto de MotoGP só poderá usar 5 motores na temporada

ÃO PAULO - A Comissão de Grandes Prêmios da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) aprovou, após a reunião que manteve em Mies, na Suíça, que cada piloto de MotoGP só poderá utilizar cinco motores ao longo da temporada. Esta é a medida que mais chama a atenção, mas também houve outras decisões importantes, como que os motores deverão ser selados antes do uso, seja em corridas ou em treinos e voltas de classificação.

Um novo motor será considerado usado quando a moto sair do pit lane, e deverá ser selado ao fim de cada utilização. Só assim poderá ser reutilizado a qualquer momento.

A punição pelo uso de um motor não autorizado será de 10 pontos na classificação geral. Todas as medidas são de aplicação imediata, incluído o GP da República Tcheca.

Para as provas da temporada 2009-10, haverá oito dias de treinos e não serão permitidos os compostos de cerâmica em discos de freio e pastilhas de freio.

A Comissão proibiu também qualquer sistema de potência hidráulica à pressão, e o lubrificante do motor não poderá ser utilizado para nenhum outro fim.

Outro ponto importante é que o controle eletrônico de suspensão não será permitido, assim como o EGR (recirculação dos gases de escape). Além disso, os testes de inverno (hemisfério norte) estarão proibidos até 31 de janeiro.

Para a temporada de 2010 também foram aprovadas novas normas, entre as quais a que, em cada evento de MotoGP, só poderá ser usada uma máquina. Cada piloto poderá utilizar um máximo de 6 motores na temporada e haverá um novo calendário de corridas que será anunciado em breve.